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Que a esperança da breve volta de Jesus continue reinando em
vosso coração.
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%%%%%%%%%%%%%%%%% MOMENTO DE MEDITAÇÃO Nr. 958 %%%%%%%%%%%%%%%%%
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Tempos atrás, bater nas crianças era o modo preferencial de
educá-las. Tanto que nem se questionava se os pais tinham ou
não esse direito. Com isso, os comportamentos de obediência e
respeito muitas vezes escondiam o medo que as crianças tinham
de apanhar. Os adultos mantinham a rédea curta e, sem dar
muitas explicações, faziam com que a criança seguissem regras e
se submetesse à vontade dos mais velhos. Palavras como diálogo
e respeito mútuo são recentes na história da educação.
Os pais de agora aprenderam que, pelo modelo antigo, os adultos
corriam o risco de ser tiranos e injustos com as crianças, e
até mesmo de usar os filhos como saco de pancadas apenas para
dar vazão às próprias frustrações. Acontece que muitos pais
modernos se tornaram liberais em excesso. Não dizem "não" para
nada. Preocupados em não frustrar os filhos, não percebem o
quanto o prejudicam com essa atitude permissiva, pois liberdade
excessiva produz adultos sem noção de limites e
responsabilidades. Quem diz "sim" o tempo todo para não passar
a imagem de autoritário está criando uma situação fantasiosa e
perigosamente distante da vida real.
As crianças precisam, sim, de limites, e essa é uma tarefa que
abrange vários aspectos. Ensinar limites é, entre outras coisas:
* Ensinar que, dentro de certos parâmetros de hierarquia, os
direitos são iguais para todos;
* Que existem outras pessoas no mundo;
* Que muitas coisas podem ser feitas e outras não;
* Ensinar a tolerar as pequenas frustrações e assim poder de
forma adequada lidar com os problemas no futuro;
* Ensinar que as ações tem conseqüências.
É preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre aquela
autoridade opressiva, da pancada "educativa" e a noção de
liberdade sem limites que a sucedeu.
O bater não ensina limites. Muito ao contrário, mostra, na
maioria as vezes, um descontrole e falta de limites do outro,
pois é, em geral, uma forma de escape de quem bate. É aquele
momento do auge da irritação em que se sente vontade de
descarregar a raiva batendo em quem lhe causa esse sentimento.
O interessante é que, quando temos esse sentimento em relação a
um chefe ou outro adulto, conseguimos nos conter e, quando o
motivo da irritação é um filho, não se pensa duas vezes antes
de aplicar-lhe umas palmadas.
Com isso, não queremos dizer que a criança não deva ser
castigada. Porém, é importante diferenciar castigos físicos de
outros castigos. Como parte da educação, o castigo não deve ser
aplicado como um forma de vingança ou desforra, mas sim como um
meio eficaz de reforçar as diretrizes que os pais estabeleceram.
É preciso mostrar que certos comportamentos não são aceitos ou
o não cumprimento de tarefas têm uma conseqüência. Com esse
intuito, deve ser aplicado sempre que necessário e não apenas
quando as coisas já passaram dos limites. Quanto antes os pais
agirem, mais facilmente os filhos aprenderão. Assim, o castigo
deve ocorrer preferencialmente logo após o delito e deve estar
relacionado à falta cometida. Quando as tentativas de diálogo
se esgotam sem resultados, os pais não tem outro recurso a não
ser fazer uso de um castigo.
Educar demanda tempo, disponibilidade para o diálogo e a
construção de uma relação mais justa entre pais e filhos. As
crianças buscam e querem limites. Elas querem saber até onde
ir, e é uma forma de demonstrar amor por elas colocando-lhes os
limites, claros e coerentes. Educar não é tarefa fácil; é
preciso paciência, insistência e persistência. A cada momento,
os pais têm que reagir de um jeito. É preciso ser criativo na
educação. Assim, há horas em que precisamos brincar e horas em
que é preciso ser firme sem violência.
Para maiores referências, consultar COMO FORMAR FILHOS
VENCEDORES, página 57, autora Nancy Van Pelt, editora Casa
Publicadora Brasileira...


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