sexta-feira, 30 de setembro de 2011

[STBSEB:6636] Enchentes: Ajardinem suas calçadas (2), artigo de Álvaro Rodrigues dos Santos

Enchentes: Ajardinem suas calçadas (2), artigo de Álvaro Rodrigues dos Santos

Publicado em setembro 30, 2011 por HC

Tags: conservaçãodesastres naturaisurbanização

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[EcoDebate] Com o artigo anterior, ENCHENTES: NÃO TIREM A SERAPILHEIRA, iniciamos uma série de textos dedicados à demonstração da importância das medidas ditas não estruturais no combate às enchentes urbanas. Esses textos estão concebidos para, o mais didaticamente quanto o espaço permite, orientar ações técnicas que podem perfeitamente ser adotadas pela sociedade e pelas administrações públicas desde já, por sua simples deliberação, sem nenhuma necessidade burocrática que os desestimule a tanto.

Hoje falaremos das calçadas drenantes e das sarjetas drenantes. Mas antes vamos recuperar o que, no primeiro artigo, já foi esclarecido sobre as principais causas das enchentes urbanas. E vamos todos também saber que as medidas não estruturais são aquelas que, inteligentemente, atacam diretamente as causas das enchentes e não somente suas consequências.

Sobre as principais causas de nossas enchentes urbanas não há hoje mais a menor dúvida sobre quais sejam: a impermeabilização generalizada da cidade, o excesso de canalização de cursos d'água e a redução da capacidade de vazão de nossas drenagens pelo volumoso assoreamento provocado pelos milhões de metros cúbicos de sedimentos que anualmente provém dos intensos processos erosivos que ocorrem nas frentes periféricas de expansão urbana.

Esse quadro determina o que podemos chamar a equação das enchentes urbanas:"Volumes crescentemente maiores de água, em tempos sucessivamente menores, sendo escoados para drenagens naturais e construídas progressivamente incapazes de lhes dar vazão".

Para se ter uma ideia da dimensão desse problema da impermeabilização considere-se que o Coeficiente de Escoamento – índice que mostra a relação entre o volume da chuva que escoa superficialmente e o volume que infiltra no terreno – na cidade de São Paulo está em torno de 80%, ou seja, 80% do volume de uma chuva escoa superficialmente e segue rapidamente para o sistema de drenagem. Em uma floresta, ou um bosque florestado urbano, acontece exatamente o contrário durante um temporal, o Coeficiente de Escoamento fica em torno de 20%, ou seja, cerca de 80% do volume das chuvas é retido.

Diante de um cenário assim colocado, qual seria a providência mais inteligente e imediata para combater as enchentes (e que estranhamente as administrações públicas, todas muito simpáticas às grandes obras e aos seus impactos político-eleitorais, não adotam)? Claro, sem dúvida, concentrar todos os esforços em reverter a impermeabilização das cidades fazendo com que a região urbanizada recupere sua capacidade original de reter as águas de chuva, seja por infiltração, seja por acumulação. Concomitantemente, promover um intenso combate técnico à erosão provocada por obras pontuais ou generalizadas de terraplenagem. Ou seja, fazer a lição de casa, parar de errar. Parece fácil, mas não é. Essa mudança de atitude exigirá uma verdadeira revolução cultural na forma como todos, especialmente nossa engenharia e nosso urbanismo, até hoje têm visto suas relações com a cidade.

Tomada a decisão dessa mudança cultural, haverá à mão, inteiramente já desenvolvido, um verdadeiro arsenal de expedientes e dispositivos técnicos para que esse esforço de redução do escoamento superficial das águas de chuva seja coroado de sucesso: calçadas e sarjetas drenantes, pátios e estacionamentos drenantes, valetas, trincheiras e poços drenantes, reservatórios para acumulação e infiltração de águas de chuva em prédios, empreendimentos comerciais, industriais, esportivos, de lazer, multiplicação dos bosques florestados, ocupando com eles todos os espaços públicos e privados livres da cidade.

E então chegamos ao ponto. Considerada essa enorme importância em reter águas de chuva faz sentido que nossas calçadas sejam em sua quase totalidade totalmente impermeáveis? Somente a cidade de São Paulo tem cerca de 17 mil quilômetros de ruas. Obviamente, há nesse conjunto ruas e calçadas de todos os tipos, mas vamos considerar que em ao menos metade dessa extensão total haja condição de se implantar faixas permeáveis nessas calçadas, com largura média de 1 metro (sempre com o cuidado de se manter uma faixa cimentada lisa mínima de ao menos 0,80m para o trânsito de uma cadeira de rodas). Teríamos então algo como 17.000.000 m2 (consideradas as duas calçadas de cada via) de áreas francamente apropriadas para absorver e reter águas de chuva.

Para o estímulo á adoção dessa simples e agradável providência, uma boa ideia seria haver um incentivo tributário para o proprietário frontal implantá-las e mantê-las. Medida isoladamente suficiente para evitar enchentes? Claro que não, mas que, se consideradas como parte de um enorme conjunto de outras medidas não estruturais de mesma natureza, seguramente vão mudar a história desses fenômenos urbanos.

Vamos a um outro ótimo expediente, as sarjetas drenantes. As águas de chuva que caem sobre a cidade em algum momento correm sobre sarjetas, hoje paradoxalmente totalmente impermeáveis. Sarjetas orientadamente projetadas para permitir a infiltração e até a acumulação de águas de chuva funcionariam como verdadeiras armadilhas para a redução do escoamento superficial; vejam nas fotos a ilustração desses inteligentes expedientes. Em um programa de implantação progressiva dessas sarjetas drenantes, e ainda usando o exemplo da cidade de São Paulo, teríamos ao final a colossal extensão de 34 mil quilômetros de um ótimo expediente de retenção de águas de chuva.

No próximo artigo trataremos de outras medidas não estruturais de combate às enchentes, os reservatórios domésticos e empresariais.

Uma agradável e funcional calçada ajardinada executada e mantida pelo morador
Uma agradável e funcional calçada ajardinada executada e mantida pelo morador

Croqui executivo do conjunto sarjeta e calçada drenantes
Croqui executivo do conjunto sarjeta e calçada drenantes

A atual incongruência impermeabilizante pró enchentes
A atual incongruência impermeabilizante pró enchentes

Como deveriam ser as sarjetas e calçadas no âmbito de uma nova cultura urbanística voltada a evitar as enchentes
Como deveriam ser as sarjetas e calçadas no âmbito de uma nova cultura urbanística voltada a evitar as enchentes

Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)

  • Ex-Diretor de Planejamento e Gestão do IPT e Ex-Diretor da Divisão de Geologia
  • Autor dos livros "Geologia de Engenharia: Conceitos, Método e Prática", "A Grande Barreira da Serra do Mar", "Diálogos Geológicos" e "Cubatão"
  • Consultor em Geologia de Engenharia, Geotecnia e Meio Ambiente
  • Membro do Conselho de Desenvolvimento das Cidades da Fecomércio

EcoDebate, 30/09/2011

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[STBSEB:6635] Guarulhos facilita o acesso a crédito para mulheres empreendedoras

Guarulhos facilita o acesso a crédito para mulheres empreendedoras     

29 de setembro de 2011

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Interessadas podem conseguir até R$ 15 mil de crédito, com taxa de juros de 0,64% ao mês, e prazo de 24 parcelas para quitação

Guarulhos, na Grande São Paulo, oferece uma linha de microcrédito especial, de até R$ 15 mil, para mulheres interessadas em investir ou abrir um negócio próprio. O Programa Mulheres de Negócios (ProMuNe) é uma iniciativa da Coordenadoria de Políticas para Mulheres da Prefeitura de Guarulhos, em parceria com a Caixa Econômica Federal. Os empréstimos serão concedidos a partir de outubro e as empreendedoras terão até 24 meses para quitá-los, com taxa de juros de 0,64% ao mês.

As interessadas em participar do programa precisam residir na cidade e indicar um fiador. Importante: não podem ter restrição ao nome em serviços de proteção ao crédito. Para se candidatar, basta comparecer em uma das unidades da Casa da Mulher Clara Maria, com RG, CPF e comprovante de residência para a pré-inscrição, sem a necessidade de comprovar renda. Os dados fornecidos serão avaliados pelos agentes de crédito e as candidatas selecionadas terão a documentação encaminhada à Caixa Econômica Federal para aprovação.

O ProMuNe visa gerar renda e promover a autonomia financeira das mulheres, principalmente daquelas em situação de risco social e vulnerabilidade. As candidatas poderão participar de ações de mobilização e capacitação técnica relacionadas ao empreendedorismo produtivo e educação financeira, além de terem acesso às oficinas temáticas, palestras e cursos de capacitação oferecidos pela Prefeitura de Guarulhos.

O Programa Mulheres de Negócios vai ao encontro das diretrizes e metas previstas no 2º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e também do Programa da Erradicação da Extrema Pobreza do Governo Federal.

Primeira empreendedora

A cabeleireira Cilene de Oliveira foi a primeira contemplada com o microcrédito pelo programa. Mãe de três filhos, a moradora do Jardim Bondança já tinha percorrido inúmeros bancos na tentativa de conseguir um empréstimo, mas teve os pedidos negados por conta do seu perfil financeiro.

Cilene ficou sabendo do ProMuNe por meio de uma amiga e seu pedido foi aceito e liberado em novembro do ano passado. Segundo a cabeleireira, o retorno financeiro foi imediato. O crédito foi inicialmente aplicado na reforma de um salão improvisado na casa da cabeleireira e na compra de equipamentos de trabalho – como escovas, xampus e cremes. Com o aumento da clientela, ela alugou um espaço maior no Jardim Lenise, onde hoje funciona o salão de beleza.

"Quando o dinheiro é bem empregado, e o trabalho bem feito, o resultado do investimento aparece logo", destaca a empreendedora. "Consegui um ponto comercial e equipamentos profissionais para instalação do salão de beleza", conta Cilene. "Também investi na compra de vestidos de festa e hoje alugo os trajes no próprio salão. A iniciativa está fazendo sucesso e quem sabe, futuramente, não consigo abrir uma loja só para isso".

Serviço:
Programa Mulheres de Negócios
Casa da Mulher Clara Maria I
Endereço: Rua Francisco Antonio de Miranda, 65 – Centro
Telefone: 2472-6926

Casa da Mulher Clara Maria II
Endereço: Rua Alberto de Mello Seabra, 292 – Jd. Angélica
Telefone: 2480-1060

Casa da Mulher Clara Maria III
Endereço: Rua Agostinho dos Santos, 20 – Conjunto Habitacional Haroldo Veloso
Telefone: 2467-6445

Casa da Mulher Clara Maria IV
Rua Brigadeiro Lima e Silva, 480 – Vila São Rafael
Telefone: 2086-2374

Casa da Mulher Clara Maria V
Rua das Margaridas, s/n – Recreio São Jorge
Telefone: 2446-1756

Informações para a imprensa:
Ex-Libris Comunicação Integrada – (11) 3266-6088
Cibele Cintra – ramal 233
Vinicius Abbate – ramal 225
Fabio Bittencourt – ramal 221 / 7689-5596


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[STBSEB:6634] Por Amor à Igreja

 

Amados Irmãos

 

A Missão Portas abertas informou em seu site o que vai abaixo:

 

     Yousef Nadarkhani (muçulmano convertido ao cristianismo, e hoje pastor), "se recusou a negar sua fé em Jesus Cristo, ontem, na quarta e última audiência em um tribunal no Irã. Pastor Yousef foi condenado pelo crime de apostasia (abandonar o islamismo) e sentenciado à morte, por enforcamento". Literalmente, é o "resto das aflições de Cristo" que este nosso amado irmão está cumprindo. Preço muito elevado que ele está pagando por anunciar o evangelho. Este "resto", diz Paulo, é por amor do seu corpo, que é a igreja (Cl 1.24). Nosso irmão foi condenado à morte por amor de nós. Resta-nos orar por ele e por sua família nessa hora tão difícil, porque o nosso Deus pode revogar esta sentença dos homens.

Fraterno abraço.

 

Pr. Pedro Moura


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