terça-feira, 16 de novembro de 2010

[STBSEB:4998] memórias pastorais - MEMÓRIAS DE UM RETIRO - 01

 
 
 
 
MEMÓRIAS
DE UM
RETIRO
capítulo 1

 

Noite pequena, poucas horas de repouso. O coração também pulsava forte, ansioso pelo encontro de nossa igreja no litoral. Até chegar lá o caminho seria longo. Por isso, 4 horas foi um bom horário para o despertar.

 

Banho, café, oração e um último e-mail para os amigos, repartindo a informação de que em breve estaríamos em Ilha Comprida. Foi o tempo de guardar as coisas no carro e rumar para a casa dos meus caronas, casa da Evelyn, onde ela e Brenon me aguardavam. A bagagem estava grande. Além de malas e cobertores, um ventilador, um aparelho de som e violões.

 

Chegamos ao nosso ponto de encontro: a casa do Serginho. Ari já nos aguardava, bem como Dival e Marcelo. Tomamos um bom café, recebemos as orientações sobre a viagem e rumamos para o Rodoanel e Rodovia Regis Bittencourt. Saímos às 7 horas da manhã.

 

Até Juquitiba a nossa viagem fluiu relativamente bem. Poucos caminhões, carros bem acelerados, tranqüilidade. O que estraga é a cobrança de pedágios, porém esse é um outro assunto... Mas ao chegar no quilômetro 334 um frio passou pela espinha: filas intermináveis de caminhões e carros. Era a temida Serra do Cafezal, que desemboca em Miracatu. 35 quilômetros de rodovia de mão dupla, em serra íngreme, com centenas de caminhões. Fizemos o trajeto em quase uma hora e meia! Sim, 35 quilômetros em uma hora e meia!

 

Encontramo-nos no Posto Fazendeiro, ao lado da Rodovia Manoel da Nóbrega, que é a conhecida estrada dos bananais, que desce para Itanhaém. Paramos no posto. Aliás, fizemos fila para parar. Quando saímos do carro havia uma fila com dezenas e dezenas de pessoas – para ir ao banheiro! Sim, é isto mesmo! Dezenas de mulheres aguardando a vez! E o banheiro dos homens estava um pouco mais livre, mas nem por isso menos movimentado. Talvez seja mais rápido porque tem menos espelhos, não tem espaço para maquiagens etc... (brincadeirinha).

 

Seguimos em comboio novamente, Dival e seu carro, Ari e seu carro, Serginho e seu carro e o meu carro.  No quilômetro 402 descemos a rodovia para Iguape. O frio que experimentamos em São Paulo e no decorrer da viagem persistia na estrada.  Mas os meus caronas deslumbraram-se com a belíssima paisagem. Belíssimos bananais, imensas montanhas, pradarias repletas de gado, de búfalos, imensas palmeiras reais pela estrada, tudo isso foi convite suficiente para que a câmera fotográfica ficasse em ação por todos os 60 quilômetros. Fotos e mais fotos, e aquela típica frase: "oh...". Atravessamos uma ponte pequena, avisei que havia um rio, mas enganei-me. Então disse que o Rio Ribeira de Iguape secara. Quase me bateram. Logo em seguida atravessamos a grande ponte sobre o rio.

 

Em Iguape pudemos ver a beleza das construções coloniais. Uma cidade das mais antigas do país, ainda do tempo da colonização portuguesa. Andamos pelas ruas que não foram feitas para carros, mas para cavalos; casarões enormes, com janelas imensas, paredes grossas, calçamento de pedra. Até chegarmos à ponte para a Ilha Comprida. Ali vimos um ar de modernidade: pedágio...

Atravessamos. Belíssima avenida, um lugar muito aprazível. Chegamos à beira-mar. Encontramos a nossa Casa Verde, que fica quase ao lado da Assembléia de Deus em construção e em frente da pracinha da Bíblia. Região bem cristã! Como eu não gosto de perder a oportunidade, cheguei buzinando. A criançada adorou.

 

Elaine, Larissa, Lorena, Paloma e Talita já nos aguardavam com um gostoso lanche de pão com patê. Demos as primeiras orientações, agradecemos ao Senhor, comemos o lanche e repartimo-nos nas três casas: a central (a verde) e as outras duas de apoio para dormitório. Elaine recebeu dois voluntários para trabalharem na cozinha, os jovens Marcelo e Brenon. Pensamos: que tipo de gororoba vai sair?

 

Isso fica para a próxima crônica.

 

Até depois!

 

Ilha Comprida, São Paulo, Brasil,

13 de novembro de 2010, 13:06 horas.

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