Pastores da Associação dos Evangélicos da Grande Vitória não concordam com posição do presidente - Religiosos dizem que "igreja não deve ser massa de manobra política da mídia"
O segundo turno das eleições presidenciais, que era para ser um momento para análise de projetos de governo dos candidatos Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB), se concentra agora no nível de acusações e boatos. Depois de declarações da petista sobre a descriminalização do aborto ao longo dos últimos anos, o tema suscitou reações da comunidade evangélica nacional, que parcialmennte alega ser o ato um atentado à vida e aos ensinamentos cristãos. Estima-se que um terço da população capixaba seja evangélica, correspondendo a cerca de 1,2 milhão de pessoas.
No Espírito Santo, a posição da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória (APEGV), tem provocado polêmica, mas não entre os eleitores cristãos, e sim entre os próprios lideres que compõem a entidade. Os pastores, líderes de igrejas capixabas, reclamam da posição contrária à candidata petista tomada por seu presidente, o Pastor Enoque de Castro, que segundo eles, foi desrespeitoso. Pois, para os demais pastores, a posição de Castro não representa o desejo dos líderes de toda a comunidade evangélica capixaba e da associação.
O próprio presidente de honra da entidade, o Pastor Silas dos Santos Vieira, disse que sequer foi consultado e que o presidente da APEGV não foi autorizado a falar em nome de todos os membros. Ele explica que, inclusive, dentro das igrejas evangélicas capixabas há fiéis que apóiam o projeto de governo da candidata petista. Para o pastor, a candidata está sendo cruelmente difamada pela mídia.
"Nós temos posições diferentes dentro da associação. A igreja é uma instituição sagrada e os pastores devem ter responsabilidade com o que falam. O nosso presidente se posicionou por ele. Orientamos os fiéis a votarem no candidato que representa os interesses da sociedade, que tem projetos sociais que privilegiem a todos. O cristão deve olhar projetos e não decidir seu voto por algo que não foi provado. A igreja não pode ser manipulada. Eu, por exemplo, voto na petista", explica Vieira.
Boataria. Compartilha da mesma opinião o Pastor Alcemir Pantaleão, da Igreja Evangélica Peniel, em Itapoã, Vila Velha. Ele, como vários outros pastores da APEGV, não foi consultado e discorda totalmente da posição do presidente, divulgada pela imprensa capixaba esta semana. Ele classificou o ato de Pastor Enoque como uma "insensatez e falta de respeito com quem pensa diferente dele, e com os seus próprios fiéis".
"Minha postura é como cidadão e como membro da diretoria da entidade. Temos fiéis humildes dentro da igreja e neste espaço não se cabe debate no campo moral neste momento. Pois estão querendo desviar o foco. Oriento que o fiel vote de acordo com a necessidade dele e do projeto de desenvolvimento que o represente. Não sejamos hipócritas, nós que ensinamos o mandamento de Cristo temos que prezar pelo voto certo. Não é porque uma boataria foi plantada que o nosso povo vai ser massa de manobra de interesses de lideres religiosos com a bandeira do falso moralismo", ressaltou o pastor.
Pantaleão ressalta que seu voto é da presidenciável, Dilma Roussef (PT) e que há, segundo ele, uma manipulação da imprensa ao contar os fatos. "O debate em uma eleição deve se pautar em propostas, assim como o voto. O cristão fiel deve ficar atento e não entregar seu voto à boataria. Nós temos que deixar o povo decidir o que e melhor para ele. Devemos olhar a capacidade técnica do candidato. Independente dos meus colegas, eu voto na candidata Dilma, por entender que ela traz o melhor projeto", diz o pastor.
E completa: "Se tivesse só uma posição dentre todos nós, os evangélicos, a candidata Marina Silva (PV) teria ganhado no Estado. O que não é verdade, pois no Estado quem ganhou foi Dilma. Não podemos ser tendenciosos. O Pastor Enoque, que é contra a petista, deu depoimento para um jornal e um outro pastor, que é a favor também. Só que o presidente ganhou uma página inteira para falar, além de uma baita foto. E um o pastor que pensa como nós sequer apareceu. Não tenho dúvida de que há uma manipulação aí favorecendo outro candidato".
Reunião. Posições à parte, os pastores prometem expor seus argumentos, na reunião do próximo dia 14 de outubro, onde evangélicos vão debater a posição do grupo em relação ao segundo turno das eleições presidenciais. O evento é organizado pelo Fórum Político Evangélico do Espírito Santo e acontece na Igreja Batista de Restauração em Jardim da Penha, Vitória, às 9 horas.
Coordenador estadual da campanha de Dilma, o deputado Gilvaldo Vieira (PT), disse que vai buscar votos e mobilizar os evangélicos que votam na candidata e esclarecer mal entendidos e dúvidas dos líderes religiosos.
Aborto não é competência de presidente. Após a polêmica gerada em torno do aborto, o tema moral deve ser esclarecido para um melhor entendimento da população. Em âmbito legal, o professor de Direito e advogado, Rafael Tardin, esclarece que é impossível se aprovar a lei do aborto na atual conjuntura política. E que, um presidente não pode instituir qualquer ato por si só.
"Uma lei precisa passar pelo crivo das duas casas legislativas do Congresso Nacional: a Câmara e o Senado, que são compostos por deputados e senadores que representam toda a sociedade. Não é uma decisão singular do governante federal. O próprio José Serra, em 1998, quando era Ministro da Saúde, assinou uma portaria que permitia que mulheres em gestação de risco pudesse interromper a gestação. Mas isso não significa que há um direito ao aborto", explica Tardin.
Por último, o advogado explica que o debate presidencial nesta esfera não resultaria em promulgação de Lei do aborto. "Na verdade, não existe um direito ao aborto. Na Constituição Federal está estabelecida como clausula pétrea o direito à vida. Sendo assim, seria preciso definir quando começa a vida para estabelecer um ato de aborto. Nem o Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) têm entendimento em relação a isso ainda. O aborto é insconstitucional, portanto, ilegal. Se um dia uma lei deste teor for aprovada, vai levar anos de muito debate com a sociedade", finalizou.
Dilma fala sobre o aborto em Minas Gerais
A candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) criticou o que definiu como uma campanha clandestina com base em suas supostas convicções a respeito do aborto, na tarde desta quinta-feira (7), em Belo Horizonte (MG). "Pessoalmente, sou contra o aborto. Até porque seria muito estranho, no momento em que meu neto acabou de nascer, eu defender o aborto. O aborto é uma violência contra a mulher". A declaração foi feira em visita à capela de Nossa Senhora de Fátima do Mercado Central de Belo Horizonte.
Malta e outros evangélicos se unem pela vitória de Dilma
O deputado Walter Pinheiro (PT-BA), que se elegeu senador, o também deputado Gilmar Machado (PT-MG) e o senador reeleito Magno Malta (PR-ES), todos ligados aos evangélicos, vão se juntar a Marcelo Crivella (PRB-RJ) na coordenação da campanha de Dilma Rousseff (PT) junto aos eleitores evangélicos.
A estratégia foi acertada com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. A ideia é não transformar a campanha em uma disputa religiosa, mas abordar temas como o aborto com mais clareza.
(Fonte: SRZD)
http://www.eshoje.com.br/portal/leitura-noticia,inoticia,6491,pastores+da+associacao+dos+evangelicos+da+gv+nao+concordam+com+posicao+do+presidente.aspx
De: Fabio Mangea [mailto:mangea@terra.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 8 de outubro de 2010 00:46
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Cc: 'Levi Araujo'; 'alexibcs@ig.com.br'; 'juliane.freitas@mambo.com.br'; 'julianamangea@gmail.com'; 'silasvalentim@gmail.com'; 'crismangea@ig.com.br'
Assunto: RES: [STBSEB:4778] Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória anunciaram que vão fazer campanha no Estado contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
ACHO que a Dilma possa até não merecer o meu voto para ser eleita presidenta do Brasil...mas de uma coisa eu tenho CERTEZA, não são esses motivos que determinarão o meu voto no segundo turno.
No primeiro turno votei Marina. Salve!
Nós evangélicos estamos nos precipitando por demais em julgamentos e afirmações infundadas.
Esquece...depois da eleição aborto virará pauta de discussão somente em 2016, isso é especulação política ante Lula e ante PT, cumulada com interesses de líderes evangélicos interessados em alguma fatiazinha do bolo...uma concessão de televisão por exemplo.
Gente...sei que vocês não vão na onda de pastores neo pentecostais que não manjam nada de bíblia quanto mais de política. Outra coisaa huauhuauhuauhuaaaaa cuidado com o satã, ou melhor com o vice...rsrsrs... esquece.
Abraço!
Fábio Mangea
Twitter: @fabiomangea12
MSN: fabiomangea@hotmail.com
De: stbguarulhos@googlegroups.com [mailto:stbguarulhos@googlegroups.com] Em nome de HELIO DIBIASI
Enviada em: quinta-feira, 7 de outubro de 2010 12:18
Para: STBGuarulhos@googlegroups.com
Assunto: [STBSEB:4778] Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória anunciaram que vão fazer campanha no Estado contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
O Fórum Político Evangélico do Espírito Santo e a Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória (APEGV) anunciaram que vão fazer campanha no Estado contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. A estimativa é que um terço da população capixaba seja evangélica, o que significa cerca de 1,2 milhão de pessoas.
Segundo o pastor Enock de Castro, presidente da APEGV, a posição foi tomada depois de uma consulta às diversas igrejas associadas às duas entidades. "Entre 80% e 90% dos evangélicos tendem a votar em José Serra (PSDB). O risco é grande de vermos alguns princípios religiosos serem afetados. Há uma posição da Dilma em defesa do aborto, da união civil entre pessoas do mesmo sexo e proibição de proferir religião em órgãos públicos, que são coisas que não podemos aceitar", disse, ao justificar a posição.
Já o presidente do Fórum Político Evangélico do Espírito Santo, Lauro Cruz, afirmou que a postura tucana preocupa menos. "O posicionamento histórico de Dilma gera apreensão. Ela é a favor do aborto, embora tenha negado isso. A postura de Serra preocupa menos do que a de Dilma. E dos males, vamos escolher o menor."
Outro ponto apontado pelas lideranças evangélicas capixabas contra a petista foram as alianças políticas firmadas pelo PT para viabilizar a candidatura da ex-ministra. "Ao lado dela estão José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Dirceu. Não são políticos confiáveis", comentou Cruz.
No primeiro turno, as duas entidades evangélicas apoiaram a candidata do PV, Marina Silva, e chegaram a subir no palanque dela quando esteve em Vitória, no fim de setembro. "Esperamos uma posição neutra da Marina", afirmou Castro.
Família
Outra entidade evangélica capixaba, a Convenção das Assembleias de Deus, afirmou que também vai apoiar Serra. "Quando aceitamos um membro, avaliamos sua conduta. Alguém para presidir uma família tão grande como a brasileira tem de ter uma raiz, que é a família. Na campanha, José Serra se apresentou junto com a família. É assim que tem que ser e vamos orientar os fiéis nesse sentido", disse Osmar de Moura, presidente da Convenção.
Já a Igreja Católica, por meio da Arquidiocese de Vitória, lançou um documento oficial assinado pelo arcebispo Luiz Mancilla Vilela, condenando quem apoia questões como o aborto, a violação à liberdade de expressão e religiosa.
"Não vote naqueles que defendem um falso conceito de direitos humanos, por exemplo, colocando como se fosse direito: a violação da liberdade de expressão, o direito de matar o ser humano no seio materno, o direito de adoção de crianças quando faltam as qualidades de mãe ou de pai, o direito de violar a liberdade religiosa impedindo que cada religião use os seus símbolos sagrados. Estes não merecem o seu voto de católico", escreveu o arcebispo.
No domingo da eleição, alguns padres católicos chegaram a pregar contra o voto em Dilma durante a homilia das missas matinais. Um dos exemplos foi a Igreja de Santa Rita, localizado na Praia do Canto, um bairro nobre da capital capixaba.
No Espírito Santo, houve uma vitória apertada da candidata petista. Dilma conquistou 37,25% dos votos válidos, o que corresponde a 717.417 votos; Serra obteve 35,44%, o que equivale a 685.590 votos; e Marina Silva recebeu 26,26% dos votos capixabas ou 505.734 votos.
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